Passam por mim os dias. Assim. Vou vendo que passou o dia do sorriso, e o dos irmãos, e mais um aniversário, e mais um marco importante na vida das minhas crias. Vou vendo que os dias vêm e vão, rápidos que só eles, e eu que tinha as coisas para escrever e já passou o timing e o que era para ser dito já perdeu o sentido e já nem sequer me lembro o que era que queria escrever. Porra. A minha memória já não é o que era.
Ficar-me-ão gravados os sentimentos para memória futura? Espero que sim. Queria tanto que estes dias tantos não me passassem a todos os níveis da forma como me passam a nível da memória. Acabo por escrever os posts lúgubres que não queria escrever só, queria tanto conseguir intercalá-los com as histórias boas de como o meu puto fecha os olhos quando se ri, sempre de lágrima no canto do olho, ou como me recordo inúmeras vezes da explicação do amor - amor é quando amas sem saber porquê - ou de como a luz do sol no último fim de semana me alegrou. Queria, juro que queria. Queria não ser apenas este saco de cansaço ambulante. Mas sou. No final do dia, quando me sento ao computador, é isto que sou. Porque se me esgotaram as forças para escrever o que fui sendo durante o dia. E vou fazendo figas para que o bom se prenda e quando o cansaço passar, ainda lá esteja, à minha espera.
terça-feira, 29 de abril de 2014
domingo, 13 de abril de 2014
Produção em série
Terceiro post na última meia hora. Posso não ser regular mas sou intensa.
Os últimos tempos não têm sido fáceis. Mesmo. Por muitas razões, umas maiores outras menores outras a deixar mais no que pensar do que outras. Não tem sido fácil. Muito cansaço físico e emocional, muitas perguntas sem resposta a causar alguma insegurança à mistura com alguma insatisfação. Não gosto de chegar onde me sinto estar a chegar, que é ao ponto do encolher os ombros e continuar a fazer o que quer que se esteja a fazer, sem o pensar ou o sentir. Fazer apenas porque tem de ser feito.
Queixas queixas queixas. Alternativas procuram-se (eu sei que também se constroem, não me macem agora, que quero queixar-me).
Os últimos tempos não têm sido fáceis. Mesmo. Por muitas razões, umas maiores outras menores outras a deixar mais no que pensar do que outras. Não tem sido fácil. Muito cansaço físico e emocional, muitas perguntas sem resposta a causar alguma insegurança à mistura com alguma insatisfação. Não gosto de chegar onde me sinto estar a chegar, que é ao ponto do encolher os ombros e continuar a fazer o que quer que se esteja a fazer, sem o pensar ou o sentir. Fazer apenas porque tem de ser feito.
Queixas queixas queixas. Alternativas procuram-se (eu sei que também se constroem, não me macem agora, que quero queixar-me).
Post comum
A felicidade (ou não) da relação que quem trabalha durante tem com o São Pedro expressa-se pelo tempo maravilhoso que faz durante a semana e o nevoeiro que acontece aos fins de semana. Parece que há uma conferência no TED sobre o que andamos a fazer mal no amor. 'Bora lá vê-la e fazer as pazes com o santo porteiro, que isto assim não tem piada nenhuma.
blog parado paradinho...
Eu já tinha avisado, e o receio afinal provou-se real. Isto de escrever aqui com frequência e regularidade é um objectivo quase sempre não cumprido. Enfim.
Mantenha-mo-nos no tópico dos sonhos. Eu não gosto de sonhar. Não que tenha voto na matéria (não é algo que se controle) mas eu não gosto de sonhar. Ou melhor, de me lembrar dos sonhos, porque a verdade é que sonhamos sempre, todas as noites, mesmo que de manhã não nos lembremos de qualquer sonho. Ora bem, retomando, eu não gosto de me lembrar dos meus sonhos. Porque na maior parte das vezes são pistas para eu me aperceber de coisas que estão a acontecer debaixo do meu nariz e que eu estou a deixar escapar. Na outra grande parte são pesadelos estúpidos, onde o passado, principalmente as pessoas do passado, vêm fazer-me uma visita nocturna não combinada e acabam por me atazanar o juízo com afirmações ridículas e perseguições paravas.
Quanto à primeira categoria dos sonhos que descrevi, posso parecer assim um bocado louca, mas a verdade é a que está escrita. De vez em quando, os sonhos são um "abre olhos" para o que me rodeia. Um aviso inconsciente para o que me está diante dos olhos abertos e que eu não consigo ver. Ao princípio duvidei da fiabilidade desta informação, mas depois ela foi-se impondo como fonte segura, porque tudo acabava por se confirmar, mais cedo do que tarde. Ora outro pormenor: normalmente a informação não é boa, positiva, e o mais comum é ficar horrorizada com ela. Não têm sido desta categoria os meus sonhos.
Os meus últimos sonhos têm sido da segunda categoria. E aqui deixo um apelo: a todos os que ficaram no passado e possam ter questões não resolvidas com a minha pessoa, o número de telemóvel ainda é o mesmo (é o mesmo desde que tenho telemóvel) e portanto liguem-me, mandem mensagem, whatever, o que vos deixar mais confortáveis. Mas por favor DEIXEM-ME DORMIR, que eu preciso muito das minhas horas de sono. Todas. Sem excepção.
Mantenha-mo-nos no tópico dos sonhos. Eu não gosto de sonhar. Não que tenha voto na matéria (não é algo que se controle) mas eu não gosto de sonhar. Ou melhor, de me lembrar dos sonhos, porque a verdade é que sonhamos sempre, todas as noites, mesmo que de manhã não nos lembremos de qualquer sonho. Ora bem, retomando, eu não gosto de me lembrar dos meus sonhos. Porque na maior parte das vezes são pistas para eu me aperceber de coisas que estão a acontecer debaixo do meu nariz e que eu estou a deixar escapar. Na outra grande parte são pesadelos estúpidos, onde o passado, principalmente as pessoas do passado, vêm fazer-me uma visita nocturna não combinada e acabam por me atazanar o juízo com afirmações ridículas e perseguições paravas.
Quanto à primeira categoria dos sonhos que descrevi, posso parecer assim um bocado louca, mas a verdade é a que está escrita. De vez em quando, os sonhos são um "abre olhos" para o que me rodeia. Um aviso inconsciente para o que me está diante dos olhos abertos e que eu não consigo ver. Ao princípio duvidei da fiabilidade desta informação, mas depois ela foi-se impondo como fonte segura, porque tudo acabava por se confirmar, mais cedo do que tarde. Ora outro pormenor: normalmente a informação não é boa, positiva, e o mais comum é ficar horrorizada com ela. Não têm sido desta categoria os meus sonhos.
Os meus últimos sonhos têm sido da segunda categoria. E aqui deixo um apelo: a todos os que ficaram no passado e possam ter questões não resolvidas com a minha pessoa, o número de telemóvel ainda é o mesmo (é o mesmo desde que tenho telemóvel) e portanto liguem-me, mandem mensagem, whatever, o que vos deixar mais confortáveis. Mas por favor DEIXEM-ME DORMIR, que eu preciso muito das minhas horas de sono. Todas. Sem excepção.
terça-feira, 1 de abril de 2014
And suddenly
"But really life is deadly" (a letra não é assim, mas eu gosto muito mais dela assim do que da forma original).
A morte espero-a sempre. Estamos vivos, havemos de morrer. Uns com mais coisas ainda por fazer do que outros. Volto a parecer insensível eu sei. Mas é uma companheira calma a quem me habituei.
Mas tem dias em que a sua companhia pesa mais que outros.
Até sempre M.
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