Passam por mim os dias. Assim. Vou vendo que passou o dia do sorriso, e o dos irmãos, e mais um aniversário, e mais um marco importante na vida das minhas crias. Vou vendo que os dias vêm e vão, rápidos que só eles, e eu que tinha as coisas para escrever e já passou o timing e o que era para ser dito já perdeu o sentido e já nem sequer me lembro o que era que queria escrever. Porra. A minha memória já não é o que era.
Ficar-me-ão gravados os sentimentos para memória futura? Espero que sim. Queria tanto que estes dias tantos não me passassem a todos os níveis da forma como me passam a nível da memória. Acabo por escrever os posts lúgubres que não queria escrever só, queria tanto conseguir intercalá-los com as histórias boas de como o meu puto fecha os olhos quando se ri, sempre de lágrima no canto do olho, ou como me recordo inúmeras vezes da explicação do amor - amor é quando amas sem saber porquê - ou de como a luz do sol no último fim de semana me alegrou. Queria, juro que queria. Queria não ser apenas este saco de cansaço ambulante. Mas sou. No final do dia, quando me sento ao computador, é isto que sou. Porque se me esgotaram as forças para escrever o que fui sendo durante o dia. E vou fazendo figas para que o bom se prenda e quando o cansaço passar, ainda lá esteja, à minha espera.
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