Não só na minha vida. Ou sobre mim. Tantos que me são queridos a verem os seus limites desafiados por este ano de merda. Tantos e de tanta forma. Asneiras de 3 sílabas é o que apetece dizer. Das grandes e em contínuo. Espero que daqui a uns anos não nos lembremos em particular de 2017. Isso vai querer dizer que o que nos plantou de mau à porta não criou raízes. Mas agora, neste momento, ainda bem que fica para trás.
Mudar de ano significa muito pouco na realidade, porque é só mais uma noite na passagem contínua do tempo. Mas as fronteiras emocionais também são importantes, e gosto desta ideia de poder fechar a porta e andar para a frente.
As coisas más ajudam-nos a ver o que e quem realmente importa. Minimizar o que e quem não tem valor. E valorizar a nossa capacidade de sobrevivência, que nos faz pessoas vivas e por isso capaz de continuar. Sobreviver às vezes parece pouco mas dá-nos a possibilidade de continuar a tentar. Mesmo que seja em péssimas condições, podemos continuar a tentar. Um ano de merda faz-nos ver que a vida pode ser má e que nós temos de ser bons, muito bons, a fazer uma data de coisas quando só queremos cortar os pulsos ou amaldiçoar tudo e todos.
2017 foi um ano de merda que me deitou ao chão duma forma inexplicável. Mas que me bateu tanto que me abriu os olhos. Sobrevivi e agora vou continuar a tentar. Espero que a todos nós seja dada esta oportunidade. Tentar.
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