às vezes acho que tenho dificuldade com frases feitas. mas é só às vezes. há muitos provérbios e ditados populares que uso. e há uma frase feita que me diz muito. mas que me diz muito na minha adaptação.
a vida é o que é. esta frase está escrita no presente, e não tem referências ao passado nem ao futuro. por isso, a vida é o que é hoje. mas pode ser outra coisa amanhã. não se sabe, a frase não diz. há outra frase, que já escrevi aqui, que diz que a realidade não tem palavras. acho que estas duas frases se complementam. ao dizer a vida é o que é não lhe pomos adjetivos, nem coloridos falsos, nem sombras inventadas. a vida é assim. e se não a queremos assim, é mudá-la. afinal, quem está mal, muda-se.
o verbo ser também pode ser um verbo transitório. eu já fui de uma maneira, agora sou de outra, hei de morrer de outra completamente diferente. escrevo muito sobre mudança. já se viu. se calhar porque a minha realidade me força a olhar para o que é imperioso mudar. sem palavras. vivo presa nesta ideia de que há que mover, criar, mudar, fazer diferente. não diferente dos outros, mas diferente do que já fizemos, quando correu mal, é claro. se correu bem, é deixar estar. a vida aí é o que é em bom. e em equipa que ganha não se mexe.
não sei quando nasceu esta inquietação em mim. que às vezes é uma exigência interior demasiado pesada, sem tempo para colos ou lamúrias. não sei quando pensei que podemos ser todos melhor do que somos, sempre, todos os dias. a fazer o que idealizámos ou a fazer-nos o mais ideais que consigamos. melhores. vamos ser melhores, sem medos, sem limites.
a deixar cair preconceitos, a aceitar as nossas próprias limitações e defeitos, a olhar para os problemas que se resolvem como desafios e para os que não se resolvem como pedras que teremos de contornar. ou escalar. para ficarmos melhores, mais altos, com a vista mais desimpedida. o cansaço que isto dá. as lágrimas, o choro e o desespero. tantas vezes as pedras são lisas e escorregadias, tantas vezes temos mesmo os apoios para as escalar mesmo à nossa frente e não os vemos. tantas vezes somos o princípio, o meio e o fim de tudo o que gostávamos que não existisse.
olha, vê e faz. conquista-te. aos poucos.
quarta-feira, 28 de março de 2018
Sanctity
Once you have the hability of letting go all things are different. Sanctity has a price, the price of letting your humanity go. Sanctity means seeing all potential all human beings have of being their better selves, their better side, their better persons. Sanctity has a price: seeing all of good one has, all the good God has put in each one of us, the potential we all have of becoming saints. Sanctity has a price: seeing all the potential sometimes means forgiving all one has done because you recognize all one can do. Sometimes not now, sometimes not ever. Because sanctity is not about being God, is about being a human that understands the plan God has for humans.
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