A vida é sempre difícil. Não me julguem mal, não me estou a queixar (muito) da minha vida. Sei perfeitamente que a vida me corre muito melhor que a muitos. E que existem vidas que são para lá de terríveis. Com histórias que de tão rocambolescas parecem mentira, obra de ficção fruto de uma qualquer mente perturbada.
A minha não é assim. Nem a de muitos que conheço, ou se calhar mesmo da maior parte das pessoas. Mas efectivamente a vida é difícil. Difícil porque os meandros dela são cada vez mais retorcidos pelas qualidades do quotidiano. Corremos por tudo e para tudo, porque queremos muito e ainda bem que não nos contentamos com menos. Vemos o futuro e o presente e pensamos no passado, às vezes demais, queremos ter e dar os melhor de nós e dos outros, queremos sorrisos e aventura e felicidades mais ou menos duradouras. Queremos e muitas vezes trabalhamos para isso. Com mais ou menos empenho, com mais ou menos consciência do trabalho necessário e das consequências imediatas ou a longo prazo.
E é por isto que a vida é sempre difícil. Porque é muito para pensar e muito para sentir e muito para gerir. Connosco e com os que nos rodeiam. Com os nossos desejos, as necessidades alheias, os objectivos comuns.
A minha vida é difícil pelo tempo. Pela minha incapacidade de fazer o tempo esticar. Para fazer o que faço, o que queria fazer, para por planos em prática, para ser mulher, mãe e amiga com mais qualidade. Para não me por exigências por querer estar sempre em mais do que um sítio em simultâneo.
Isto tudo para dizer que, tal como previsto, o blog há de estar parado semana sim semana não.
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