sábado, 29 de março de 2014

Cá beijinho!

Maravilhoso maravilhoso são os beijinhos e abraços fofinhos e falsos que se distribuem continuamente e em especial nalgumas situações sociais.

Aiiii tantas saudades, que bom que é ver-te, que andas a fazer? Sorrisos grandes e dois segundos de atenção à resposta porque na verdade ninguém quer saber. Se não nos vimos nem nos falámos durante ninguém sabe quanto tempo é porque ninguém quer saber. E dois segundos depois estamos a pensar se o ferro ficou ligado ou o que raio vamos fazer para o jantar que estamos fartos de comer sempre a mesma coisa.

Mas os beijinhos e abraços fofinhos estão dados e hão de ficar para a posterior memória que também ninguém vai lembrar. A menos que se tirem fotografias que também ninguém há de ver. Tudo muito socialmente correcto. E fofinho.

O certo é que ninguém se importa. A menos que seja interessante para o próprio. Se não, à primeira oportunidade, os beijinhos tornam-se dentadas na jugular, e os abraços tentativas de estrangulamento. Tão fofinhos que dói.

E eu sem paciência para isto, capaz de morder melhor e mais rápido mas sem ver qualquer benefício nisso. Ai.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Vamos lá produzir

Penso muitas vezes nas voltas que a vida dá (já pensei mais, também é verdade, já não me dá muito para isso). Onde estive há tão pouco tempo mas onde neste momento não me via a voltar (pode ser que isto queira dizer que estou bem onde estou). Mas o caminho é para a frente, digo eu, voltar para trás nunca foi um objectivo meu (saudosismos não são comigo). E para a frente tem-me sido difícil olhar com clareza, mesmo com toda a atenção (se calhar porque ainda não tomei a decisão à séria do para onde olhar). As alternativas podiam ser muitas, ou essa só conversa de chacha, de encher chouriços, para nos convencermos que temos o futuro na mão (e eu que queria mesmo mesmo que isso fosse verdade). A verdade é que cada vez mais acredito que há alturas na vida em que fazemos o melhor que podemos com o que temos à mão, porque produzir alguma coisa é só difícil.

Não muito fã deste post.

segunda-feira, 24 de março de 2014

Os condões de cada um

Todas as pessoas têm os seus dons. Uns bons. Uns muito bons. E outros muito eficazes. Mesmo sendo muito negativos.

Há pessoas que conseguem fazer da mais pequena coisa uma alegria ou uma felicidade para si e para os outros. É o seu dom. E há quem tenha o condão inverso. De tornar tudo o que os rodeia mau. Pequeno. Desagradável e desconfortável. Para si e para quem o rodeia. Ambos os condões importantes e com o seu impacto, mas o segundo com muito mais peso que o primeiro.

Porra.

sexta-feira, 21 de março de 2014

Acordo cansada

Sonho muitas vezes que tenho uma casa. Não é sempre a mesma, mas têm todas as mesmas características. São grandes, velhas, a precisar de obras, muitas obras. São casas com histórias que não são minhas, casas com histórias de há muito tempo. Algumas são-me mais familiares do que outras - uma delas, por exemplo, era na terra da minha avó (que depois não era bem a terra da minha avó... como habitual nos sonhos). As minhas casas de sonho têm também outra característica: há sempre uma ou outra passagem secreta. Não uma passagem secreta para uma sala secreta também, ou para um tesouro. Passagens secretas que tornam o caminho dentro de casa mais curto, unindo salas que há partida não têm ligação entre si. A última era um prédio enorme. Os andares eram muitos e eu estava no último. Faltava parte do tecto e a parede que dava para a rua. Estava sol, e o céu muito azul. Não há mais história no sonho. Não me lembro de propósito ou objectivo meu no sonho, sei também que não é habitual estar sozinha.
Hoje fiz uma coisa que nunca tinha feito, consultei o Google. Deliciem-se comigo:

http://www.dreammoods.com/dreamthemes/house.htm

terça-feira, 18 de março de 2014

Hoje vi as pernas que queria ter

Não há nada como poder sonhar. enfim.

Há amores que não se explicam. Que estão em nós cá dentro, enraízados, e que não morrem.Também não sabemos como lá foram parar, nem como poderão ter ganho tanta força. Porque é que gostamos daquele clube e não de outro, mesmo quando o nosso perde há tanto tempo. Como se explica? Porque é que gostamos perdidamente de verde, e não de azul. Ou de ouvir a chuva. Como se explica? Explicações havê-las-á, até porque nós precisamos delas, portanto construímo-las à medida das necessidades. Mas porque é que lá está o amor?
Porque amamos este e não aquele? Porque ganhamos esta pessoa cá dentro e não a conseguimos nem queremos de cá tirar? Vem de onde este sentimento físico de propriedade e pertença? Está entranhado porquê? 
Não sei se queria as respostas as estas perguntas. Gosto do amor assim, rodeado do que não sei sobre ele, encanta-me ainda mais o mistério. Do que não me explica.

Às vezes enche-se-me o peito de amor. Assim, subitamente. Da lembrança destes amores entranhados estranhos, que os quero tanto para mim como me quero deles. E nesses momentos só os queria poder apertar para os sentir ainda mais cá dentro, sempre perto do coração onde já moram e hão de morar. Eternamente, é o que espero poder dizer com certeza. 


quarta-feira, 12 de março de 2014

e o post anterior chamava-se os louva-a-Deus é que a sabem toda porque apesar de hoje ser quarta-feira conheci duas pessoas a quem me apeteceu arrancar a cabeça à dentada, num cenário que envolvesse muita dor, sangue, sofrimento existencial e o tormento eterno daquelas alminhas pobrezinhas.... pronto. os louva-a-Deus fazem isto (se calhar sem os requintes de malvadez que referi, mas arrancam cabeças, que é a parte importante).

e por ter escrito dois posts, um com o título certo e o conteúdo errado e outro com o conteúdo certo e a explicar o porquê, todos vocês são capazes de avaliar a bela desgraça que se desenrola na minha cabeça. tudo tranquilo.

os louva-a-Deus é que a sabem toda

hoje é quarta-feira. na minha vida, as coisas boas acontecem à quarta-feira. sem muitas excepções, as coisas boas acontecem à quarta-feira. aprovaram-me o crédito habitação numa quarta, o meu filho nasceu numa quarta, hoje foi quarta e aconteceu uma coisa muito boa no emprego. a quarta é o dia que prefiro, claro, por todas estas (e muitas outras) razões. é certo que é a meio da semana, e como estou a trabalhar, normalmente o entusiasmo é muito contido porque a azáfama é tanta que uma pessoa nem tem muito por onde se espraiar de alegria. enfim.

estou aqui sentada, numa quarta-feira, a pensar em tudo o que tenho dito e pensado que gostaria que a minha vida pudesse ser. em como penso muitas vezes no trânsito na quantidade de desafios que já encontrei, nos que ultrapassei melhor, nos que tropecei e deixaram marcas que algumas ainda estou a tentar cicatrizar. penso em como penso muitas vezes em tréguas, em respirar fundo e pensar "hoje a minha vida é exactamente como eu sempre quis que fosse" (se acharem que estou numa de coitadinha por favor leiam um post que escrevi atrás: explico-me por lá).

e depois penso nas quartas-feiras, e a esperança e o alento ressurgem. e hoje, mais uma peça pode cair no lugar onde pertence. mesmo que não caia, hoje é quarta-feira. sorriam.

este filme podia passar-se na sua vida

e quando a inspiração nos chega quando não podemos escrever logo no momento o que queremos e depois quando podemos não há inspiração que nos chegue?

sábado, 8 de março de 2014

Tenho barriga

Eu sei. Tenho de assumir, aliás porque ela é visível. Tenho barriga (mas podia ser pior, podia ser maior) (não interessa o tamanho, está lá).
Não faço uma alimentação assim tão desregrada, tenho quase sempre duas crianças a cargo, corro de um lado para o outro a fazer tudo, bebo menos água do que que deveria, mas não me entupo de doces ou de comidas supostamente proibidas (deixa lá, podia ser barriga e estômago) (a barriga basta para eu já me sentir incomodada, obrigada, nem quero pensar se tivesse estômago também). Já me incomodaram as pernas e a celulite, mas estou a conseguir dar cabo dela (que é como quem diz impor-lhe alguns limites dentro do aceitável, sem recorrer ao ginásio) (vês... Nem tudo é mau, só um bocadinho de barriga, mas umas pernas aceitáveis, nem te podes queixar) (eu não quero esta barriga). A resposta é simples: abdominais. Uma palavra de resposta e a resposta fica dada. Eu sei. É uma questão de compromisso (ou de cansaço, a que horas vais fazê-los?) (não posso pensar nisso, mais uns minutos de sono roubado) (estás a ver? Deixa-te disso, é uma barriga, hás de lhe dar a volta... Ou habituar-te a ela) (não! Não quero barriga! Quero um ventre liso, já nem peço o six pack) (e vais fazer abdominais dizes tu... Deixa-me adivinhar: ou logo de manhã ou quando os miúdos já estiverem a dormir.... Pois claro, claro...) (eu tenho de os fazer! A barriga.... Mas o cansaço.... Mas a barriga....)

Apresento-vos o meu raciocínio no que toca à minha gordura abdominal.

Às voltas e voltas e voltas. Com a paciência e com a imaginação para que não nos falte a primeira. Arre! Para quê tanta palavra gasta para quê tanta coisinha supérflua.
É como dizia a C. É da humidade. Está entranhada nos neurónios e causa curto circuito. Há dias em que só apetece matar. Não pessoas, mas a estupidez. A avarice sentimental. O egocentrismo infantil nos adultos.

Post publicado dias depois de ser escrito.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Mitos e factos reais

Facto: algumas cobras fazem parte do grupo dos animais mais perigosos do mundo.

Mito: há ataques de cobras sem que haja qualquer ameaça à sua integridade física.

Conclusão: quando provocadas é normal que morras.