sábado, 29 de março de 2014

Cá beijinho!

Maravilhoso maravilhoso são os beijinhos e abraços fofinhos e falsos que se distribuem continuamente e em especial nalgumas situações sociais.

Aiiii tantas saudades, que bom que é ver-te, que andas a fazer? Sorrisos grandes e dois segundos de atenção à resposta porque na verdade ninguém quer saber. Se não nos vimos nem nos falámos durante ninguém sabe quanto tempo é porque ninguém quer saber. E dois segundos depois estamos a pensar se o ferro ficou ligado ou o que raio vamos fazer para o jantar que estamos fartos de comer sempre a mesma coisa.

Mas os beijinhos e abraços fofinhos estão dados e hão de ficar para a posterior memória que também ninguém vai lembrar. A menos que se tirem fotografias que também ninguém há de ver. Tudo muito socialmente correcto. E fofinho.

O certo é que ninguém se importa. A menos que seja interessante para o próprio. Se não, à primeira oportunidade, os beijinhos tornam-se dentadas na jugular, e os abraços tentativas de estrangulamento. Tão fofinhos que dói.

E eu sem paciência para isto, capaz de morder melhor e mais rápido mas sem ver qualquer benefício nisso. Ai.

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