sábado, 3 de janeiro de 2015

Aos 18 meses

Aos dezoito meses dizes papá, mamã, avó, banana e água. À tua maneira, é claro. Ris muito, não paras quieto e pareces não ouvir a palavra "não". Já levaste umas palmadas, mas também já fizeste muitas asneiras. Muitas asneiras. Puxas o cabelo, beliscas e coisas que tais, já deste cabo de muita coisa. Repetimos o teu nome até à exaustão, mas não páras. Estás desenvolvido, ris muito, fazes miminhos, estás sempre bem disposto e pronto para ir para a rua. Eu gostava que dormisses mais, a sério que gostava. Tens agora a mania de comer com as mãos e não há muito a fazer sobre isso. Descobriste o chocolate e se te deixássemos só comias isso. Também gostas de leite creme, bolachas, bolachas, bolachas, e pão. 

A tua irmã está cada vez mais menina. Sinto-a às vezes com ciúmes teus. Mas quer acordar-te quando estás a dormir, para poder brincar contigo. Ainda não percebe o porquê de muita coisa, e consigo ver a sua dor. Mas ama-te muito. Não estão a ser tempos fáceis para ela. Espero que daqui a uns tempos, ou anos, nós possamos rir as duas disto que estou a escrever. Vai fazer quatro anos, e eu nem acredito que já passou tanto tempo. Faz pontas como ninguém, já não quer ser a cinderela, quando crescer vai ser a rapunzel. E convidou-nos há dias para o vosso casamento - continua convencida que vai poder casar contigo quando forem mais velhos. 

Entrámos num novo ano e espero que seja um ano que vos traga só coisas boas. 

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