sábado, 11 de junho de 2016

It's a kind of magic

Na suposição da beleza natural, humana ou não, surge-me sempre o conceito de magia. Há coisas que, de tão belas que são, são mágicas. Também há momentos mágicos, novamente pela sua beleza. Quando estamos com as pessoas certas, quando estamos a ouvir as coisas certas, quando o vento sopra de uma determinada maneira na praia e nos traz aquele cheiro a maresia misturado com um calor bom, quando o sol já se está a por. A magia sente-se nesses momentos, em que sorrimos bonito, aqueles sorrisos honestos, para ninguém, nem para nós. Sorrimos inevitavelmente, porque a magia nos obriga, porque é impossível não sorrir.
A magia vem sorrateira, testar-nos, saber se estamos para ela preparados. Os momentos mágicos perdem-se se não estivermos despertos e atentos para a sua existência. A magia existe mas só se nela acreditarmos. Se não, passa por nós e não se detém, tem mais por onde viver, mais onde tocar, não se desperdiça, sabe a sua importância e não se dá sem saber que vai ser recebida. A magia vive-se num momento, e depois segue o seu caminho. Foge-nos depois de nos emocionar, depois de nos encher o coração e os sentidos. Depois de nos mostrar como a magia é fantástica ela própria corre para longe de nós. Para nos fazer ansiar por mais, para nos mostrar como é mais do que nós, para nos fazer ver que sem magia a vida é só um passar de tempo inconsequente. Porque o coração não bate e o sorriso não aparece.
A vida tem magia escondida. Tem mesmo.

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