Ainda há limpa-chaminés à antiga, com as vassouras de pau e a roupa coberta de fuligem.
Ainda há carros em que os piscas são extras que os donos não quiseram adquirir.
Ainda há fangios a conduzir Citroën Saxo.
Ainda há pessoas que ocupam duas vias, para tentarem ser as primeiras a chegar.
Ainda há preconceitos e medos associados a coisas como o cancro, a morte e a procura de ajuda.
Agora há empresas de contabilidade que, na conjuntura económica portuguesa atual, têm a coragem de assumir nomes como "Conta Oculta" - ninguém me disse, eu vi.
Agora há manias intermináveis com o running, a alimentação saudável e o mindfulness (nada contra as coisas em si, só contra as manias).
Agora há o uso indiscriminado e interminável dos sentimentos e dos afectos pela classe política.
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