Em período de acrescentos, acrescentaria também o célebre (para os alunos de psicologia do meu ano) fascisnada - não me perguntem, é uma homenagem. Mas será uma mistura entre fascinada e excitada imagino eu. Acho que a pessoa que o disse também não sabia muito bem o que queria dizer. Não sabia nunca nem naquele momento. Brilhantismos de uma longa carreira académica.
Os meus actuais alunos teriam imensas palavras para acrescentar: méquié ( que também não é a mesma coisa que como é que é), soa (com um pequeno estalido de língua no início da palavra, diminutivo óbvio de pessoa), entre muitas outras. Na realidade, se calhar era preciso um dicionário só para eles, para suportar uma língua só deles. Porque não lhes chega sequer o dicionário de calão já existente. É todo um outro potencial linguístico, acreditem. Não nos metamos nisso, portanto. Já nos basta um português a ser corrigido por um acordo que claramente não reúne consenso, para ainda nos termos a braços com um outro tipo de português. Que escreve "tar" e "precisa mos" e "esperiência". Sem dó nem piedade nem remorso. Bola para a frente que agora há corretores automáticos em tudo o que se usa, que ninguém lê textos muitos extensos (dez linhas são a nova definição de livro), e que escrever enquanto se anda, estuda, come ou qualquer outra coisa não permite grande elaboração artística.
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