há momentos na vida em que para chegar a todo o sítio temos de nos manter rigorosos à agenda. não vale a pena pensar de outro modo. temos de nos esquematizar interna e externamente para que tudo funcione, se não, tudo vai berrar. tudo. e não só o cumprimento de objectivos. a nossa sensação de frustração vai começar-nos a berrar à séria. e aos ouvidos.
depois começa o jogo de cintura e da paciência. ainda não percebi muito bem o que é que comanda o quê: se a cintura a paciência ou se a paciência a cintura. explico: nem tudo depende de nós. há muito que é da nossa responsabilidade, da nossa iniciativa, da nossa agenda. que temos de marcar e cumprir acérrimamente face à possibilidade das consequências já anteriormente descritas. mas depois há o que não se cumpre por falta alheia. mas que temos de cumprir. o que leva ao reagendamento de um acontecimento que influencia todo o dia. e toda a semana. reagendamentos em cima de reagendamentos, objectivos que se querem cumpridos por cumprir. num loop que de repente parece tornar-se maré e tomar conta deste mar. e que o torna inavegável.
há momentos em que ao sabor da maré não faz mal. sabe bem. o tempo parece-nos o do mundo e uma mudança aqui e ali não faz mal. depois o nosso tempo muda e já o sabemos contado e importante. e uma mudança aqui e ali já é mais do que só uma mudança. sem sermos rígidos queremos ser rigorosos. precisamos de ser. precisamos de ver o nosso tempo bem posto, bem usado, rendido o mais que pode. precisamos de tempo concreto, concretizado, com resultados palpáveis para mostrar. e para além de não ser sempre possível, porque os imprevistos não são controláveis, o que insulta a nossa agenda é a aparente displicência com que alguns a tratam: ahh, esqueci-me, podemos remarcar? ahhh tem de cá estar exactamente às tantas horas e só lhe damos 5 min de tempo de antena... ahhh afinal estamos atrasados e vai ter de esperar... ahhh eu sei que disse que era imprescindível mas afinal vamos ter de modificar o que disse... ahh que porra pah! que enguiços são estes??? o tempo é contado e se não o podemos controlar, a ele e aos imprevistos, então controlemo-nos a nós, à nossa lista de prioridades e ao que efectivamente achamos que vamos conseguir fazer e ao que imprescindivelmente temos de fazer. o tempo é o que temos, não se fabrica, não estica, não se multiplica. o que fazemos com ele meus amigos... já é outra história.
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