raismapartam se não seria mais fácil eu ser uma pessoa efusiva e que soubesse expressar siginficativamente melhor as emoções fisicamente. mas não sou. já o disse noutras alturas: não sou efusiva, sou intensa.
conhecer alguém há mais de dois dígitos, que não seja família, é para mim um marco importante. talvez porque tenha conservado poucas amizades do antigamente: fui (me) perdendo (d)as pessoas, que passadas não se fizeram presente. conhecer, aqui, não quer dizer conhecer, quer dizer conhecer, gostar, ser amiga. por isso, quando passo os dois dígitos com alguém estou a atingir um marco verdadeiramente importante.
dez anos é muito ano, muito dia, muita hora. dez anos é muito tempo. se a isso juntarmos que foram mesmo quase dez anos, porque houve muita hora de convivência diária. o tempo é ainda maior.
se a este facto juntarmos que nesta grande convivência foram vividos muitos e muitos e ainda mais momentos intensos, o tempo que já era muito, volta a esticar. se a estes dois factos juntarmos que em muitos desses momentos intensos, esta pessoa, que nós conhecemos há mais de dez anos foi o nosso apoio, o nosso escudo, a nossa crítica e o nosso ânimo, voltamos a esticar o tempo já esticado que já era grande.
às vezes paro, tenho parado e olhado para o que está e o que foi e o que há de ser. paro para pensar e penso que não há nada em que pensar. o que está a acontecer não é emoção só, é vida, é mais que nós e está para além de nós. ficam memórias e pedaços de coração agarrados uns aos outros.
um dia havias de cá estar. hoje é o dia.
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