Quando eles são mais crescidos, até é um comportamento mais ou menos tolerável, mas corremos sempre o risco de os desconcentrar, e fazer com que se esqueçam do que têm de dizer ou de fazer. E nós estamos lá para os ver a eles. Não o contrário. Eu consigo acreditar que eles se lembram de vocês os terem deixado lá e de lhes terem dito que vão estar no público a filmar e tirar fotos e a ver. Eles sabem que vocês lá estão, gostam do vosso apoio, mas provavelmente estão nervosos e o melhor mesmo é não os chamarem. A sério.
Mas o pior é mesmo quando são mais pequenitos. Nestas idades eu sou um bocadinho contra as festas do colégio. As crianças têm dificuldade em gostar de estar a fazer aquilo, perdem-se nas coreografias e nunca na vida se irão lembrar que aos 18 meses fizeram uma figuraça na festa da escola. E provavelmente porque em todas as fotos estão a chorar porque vos viram a acenar, a atirar beijinhos e cenas parecidas e, como é óbvio, quiseram abandonar o palco. Movimento que foi contrariado pela educadora e, como é óbvio, resultou num coro brilhante e contagioso de gritos lancinantes e lágrimas gordas.
Podíamos ficar por aqui mas depois há o momento final, a cereja em cima do bolo: a devolução das crianças. Pais, calma. Elas não se perdem nos bastidores e as educadoras não querem ficar com elas. Portanto, mais segundo menos segundo, terão o vosso filho de volta. Mas para que isso aconteça, se calhar desimpedir o acesso à porta é boa ideia. Para que as outras crianças que não as vossas possam ser entregues aos pais. As educadoras chamam por vocês. Garanto-vos.
Posto isto, tirem fotos, filmem, batam muitas palmas no fim, sorriam, riam e babem de orgulho à medida que o petiz vai evoluindo. Mas tudo sem cenas macacas desnecessárias, há que manter o nível. As crianças agradecem.
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