É fácil falarmos e escrevermos sobre o amor, a sua presença ou ausência, porque o amor é universal. Sentimo-lo por pessoas, animais de estimação, momentos ou coisas. O amor está cá dentro, como uma necessidade à espera de ser satisfeita.
Mas deste amor, do amor que acontece entre duas pessoas, há sempre mais alguma coisa a dizer. É sempre possível riscar mais algumas palavras no extenso conjunto de textos já escritos sobre a temática até porque, julgamos nós, e talvez acertadamente, a nossa história de amor é diferente das outras que já ouvimos.
Não sou romântica. Ou sou e não demonstro. O princípio do amor acontece. A continuação do amor construímos. Porque o amor é um sentimento de compromisso, não é um sentimento que caia há primeira contrariedade, ao primeiro dia menos bom. Não é sentimento que caia ao fim de um ano mau. Não cai e não o devemos deixar cair. Porque o amor enraíza e dá flor, é como uma árvore: está viva no inverno, quando é mais feia e sem folhas. Mas mesmo feia precisa de ser cuidada, precisa beber e ter sítio por onde crescer, precisa de quem o sabia podar, para rebentar mais forte da próxima vez.
O amor é assim, quase como a fé: não se explica e só se sente, às vezes nem o sentimos, mas sabemos que ele lá está, e não deixamos de acreditar nisso. Pomo-nos é a trabalhar para que ele volte a aparecer mais depressa. Às vezes perde-se no meio das outras coisas todas, às vezes é pequeno mas nós sabemo-lo enorme: é por isso que continuamos a dizer que amamos quando tudo parece perdido, é a essa bengala que nos agarramos para continuar e levantar depois de termos tropeçado, sozinhos ou juntos.
O amor perdura, é a árvore que há de voltar a florir quando o sol voltar.
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