Porque não são as datas que marcam a tua falta em mim. Não sou de guardar o passado ou sequer de me lembrar de dias em particular. Fazes falta todos os dias, mesmo naqueles em que não me lembro de ti. Porque irás dentro de mim sempre, todos os segundos que passarem do tempo que cá hei de estar. Porque há uma parte de mim que és tu, que tu moldaste e construíste e que nunca perderá o teu toque.
Podia dizer muito mais coisas. Como me lembrei de ti quando casei ou quando fui mãe ou quando vejo pessoas parecidas contigo. Porque as há. Não eras única, ninguém é, nem eu pressuponho ser. Mas havia uma parte de ti que era minha, e isso sim, mais ninguém tem. E isso foi contigo e não há de voltar.
Hei de ter lágrimas nos olhos todos os dias em que me lembrar de ti assim, como quando estou a escrever estas palavras. Não me importa isso. É da falta que me fazes e vais fazer. E do cheiro que ainda sei sentir, quando me quero lembrar de ti.
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