O dia da Mãe e o dia do Pai têm sido dedicados aos nossos pais e mães. faz sentido. por todas as razões, e mesmo que seja (quando em condições normais) importante lembrar estas duas pessoas todos os dias, é importante que, enquanto filhos, celebremos o que de bom esta relação tem, nos deu e nos dá, e que identifiquemos esses pontos positivos para que possam passar para o futuro.
ultimamente, pelo menos no ciclo das pessoas que mais me são próximas, temos aproveitado o dia da Mãe para nos apercebermos de quanto o amor pelos filhos nos modificou, de como crescemos enquanto pessoas por sermos mães e de como, contra tudo o que de mau pode acontecer no exercício da maternidade, não nos arrependemos nem um minuto, sabemos que a nossa vida mudou para melhor. espero que esta reflexão que fazemos para fora seja acompanhada por uma reflexão para dentro: que mãe sou eu, como melhoro e como me corrijo. como demonstro o meu amor de forma a que os meus filhos o sintam, todos os dias à sua volta, que os oriente e eduque também. penso como os meus defeitos enquanto pessoa os podem afectar, ao afectarem a maneira como exprimo o meu amor. que é real e maior do que a minha vida. a mãe nasce com cada filho, mas como qualquer pessoa, pode mudar, crescer e melhorar.
mas há mais. no outro dia vi, no telemóvel de um amigo, a foto que ele guarda da mulher e da filha. não sei se todas as mulheres gostariam de se rever naquela foto. e por isso fiz esse mesmo comentário. e ele respondeu-me: eu vejo muito mais do que aquilo que estás a dizer. pata na poça. mais: CORPO NA POÇA; COM CABEÇA DEBAIXO DE ÁGUA. assim mesmo, com as letras maiúsculas. remete-te à tua ignorância sem filtro, que mais valia teres estado caladinha. palavras a mais dá sempre nisto. sempre.
ora então, que vê então o meu amigo? vê a mulher, a filha e a mãe que ele escolheu para a filha dele. é isto que ele vê. e que reconhece como o mais importante.
escolher a maternidade ou a paternidade, quando o fazemos - a escolha, quero dizer - implica escolher quem está do outro lado. e depois disso implica construir uma maternidade com uma paternidade com um bebé que por si só é uma descoberta. implica portanto festejarmos o dia da mãe e o do pai com quem nós escolhemos que o fosse para o nosso filho. implica fazer o que o meu amigo faz, todos os dias, para que o resultado da escolha seja e se mantenha positivo.
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