Já escrevi este post dúzias de vezes e tantas vezes o apaguei. Interessa-me pouco dizer banalidades, porque de banalidades mascaradas de coisas importantes está este mundo cheio - a internet então nem se fala.
A vida é o que é e manter-se-á nesse estado amorfo enquanto não lhe pusermos as mãos e a ajustarmos a nós. Já basta o que não controlamos para ainda abrirmos mão daquilo que podemos controlar. Adiantam de pouco as queixas, as lamúrias. A vida não nos ouve. Não quer saber, não se interessa. Porque a vida fala todos os dias connosco e nós fazemos muitas vezes, tantas vezes, ouvidos moucos. Podia estar a falar num sentido mais transcendente da questão, mas até nem estou. A vida fala connosco através de quem nos rodeia, das nossas reacções, dos desafios que ultrapassamos e dos que falhamos. A vida mostra-nos todos os dias onde investir em nós, o que mudar, o que continuar a fazer da mesma forma, porque já acertámos na receita.
A vida fala e nós não a ouvimos. E portanto a vida continua a ser o que é, porque enquanto nós formos o que somos, ela também não há de mudar. Não tem essa necessidade, nós também não a temos.
Não te iludas, que eu também já não: queres que ela se preocupe contigo, preocupa-te tu primeiro com ela. E vais ver como a vossa relação muda automaticamente para melhor. Sem ilusões ou desilusões. Porque a vida há de continuar a ser o que é, mas se eu for o que sou quando o quero ser, também assim há de ser a vida.
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