sábado, 30 de maio de 2015

Às mães e pais das pessoas piqueninas

É sábado e eles ignoram isso, levantam-se até mais cedo do que nos dias de semana e chamam-nos. Chamam-nos muitas e tantas outras vezes. E nós levantamos-nos e vamos e fazemos. E fazemos os pequenos almoços, lavamos dentes, penteamos cabelos e saímos de casa com um objectivo: cansá-los. Está bom tempo, vamos para a rua queimar energia, por favor. E eles correm e gritam e caem e magoam-se, e nós gritamos e damos beijinhos e desesperamos.
E de repente a hora começa a aproximar-se e nós até começamos a respirar mais fundo. Vem aí a hora da sesta. Que espectáculo, a sesta. Que coisa tão bem inventada para promover a sanidade parental aos fins de semana. 
E de repente eles estão a dormir. E na nossa cabeça atropelam-se as melhores ideias para aproveitar aquela hora, hora e meia. Com sorte, mais a chegar às duas. Podíamos ler, ou aproveitar e ver um episódio da série que ficou a meio, ou sentarmo-nos no sofá a usufruir do silêncio. Ou enroscar-nos e estarmos juntos quietos no sofá. Tanta coisa boa para fazer e tão pouco tempo. Vamos então escolher o livro, ou a posição mais confortável para estarmos, ou..... 
Acabou-se o tempo. Já acordaram. 

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