Aviso à navegação: este post já existiu. Entretanto eu, no auge da minha sabedoria informática, apaguei-o. E agora vou reescrevê-lo. E portanto, para que se saiba que eu o reconheço, este post não terá tanta qualidade como o post inicial. Para que se saiba também, já me chamei muitos nomes e disse todas as asneiras que conheço.
E depois fiz zen e cenas e vou voltar a escrever. Mas isto não tem metade da piada, ora que porra.
Ora bem. Fomos hoje (fomos porque não fui sozinha) ao primeiro encontro do Observador. Que foi sobre a felicidade. Seis pessoas para falar de felicidade. Três das quais psicólogos. Muito poderia escrever sobre este ponto. Uma das psicólogas falou sobre economia, e mais um tanto se poderia escrever sobre esse ponto também. Mas essas considerações acontecerão no futuro (porque já que estou a reescrever isto, posso definitivamente pensar melhor sobre o tema e depois partilhar aquilo que me aprouver, para me vingar - de mim própria note-se).
Este é um tema, o da felicidade, que me é muito caro. Cada vez mais. Gosto de ouvir o que os outros têm a dizer sobre o tema: o conceito é múltiplo e quase infinito, por isso acabamos sempre por concluir coisas novas até acerca do que nós próprios pensamos.
Ora para quem não foi, faço um pequeno resumo e convido-vos a pensar um bocadinho sobre o tema (e esta era a parte do post anterior em que eu, sem querer ou fazer esforço algum para isso, tinha feito um resumo em dez pontos, do mais fantástico que há. Porra para mim):
1. A felicidade não é um objectivo. É uma forma de estar na vida que tem consequências práticas sobre nós, sobre como vivemos e pensamos e nos comportamos
2. A felicidade está muito relacionada com o conceito de verdade, particularmente na forma como somos verdadeiros connosco próprios
3. Os dois pontos anteriores chamam a atenção para a noção de responsabilidade: somos responsáveis por fazer a felicidade acontecer, não meros receptores de uma felicidade que por acaso nos acontece
4. A infelicidade é tão importante como a felicidade, porque na manifestação dos sentimentos negativos compreendemos a importância dos sentimentos positivos e os momentos de crise são, na maior parte das vezes, momentos "bons" roque nos desafiam e nos mostram o que temos cá dentro de melhor
5. A mera ideia de que podemos ser mais felizes amanhã do que fomos hoje pode ser suficiente para nos manter envolvidos na nossa própria vida: não é preciso experimentarmos a felicidade, a sua ideia pode ser o suficiente
6. E se a pergunta for "o que é preciso para me fazer infeliz"?
7. Existem dois tipos de factores preditores da felicidade: os externos (particularmente a satisfação com as nossas relações interpessoais) e os internos (nomeadamente a extroversão e o neuroticismo)
8. Os países mais ricos são mais felizes: porque são democracias há mais tempo, porque são mais organizados, porque há menos corrupção e as pessoas confiam mais nas instituições
9. Felicidade é pensar: porque é através do pensamento que nós criamos, desafiamos e somos livres
10. Os latinos vivem a felicidade mais na relação com os outros e os nórdicos mais na relação consigo e com o que acontece
11. Em Portugal está a fazer-se investigação científica nesta área que é única no mundo e que já conseguiu identificar que a felicidade causa alterações reais a nível psíquico e físico (inclusivamente a nível molecular
(Como é que escrevi mais um ponto?????? Que nervos que me faço!!!)
Ora bem, depois deste momento pós criativo idiota.....
Os encontros do Observador vão continuar a acontecer, mantenham-se atentos. Este encheu, acredito que os próximos também. Como tinha escrito no outro post, o original bonito, só decorei a data de 19 de novembro, que há de ser o encontro sobre os sentidos, mas o próximo é sobre tecnologia e futuro, há de haver um sobre empreendedorismo e inovação e os outros olhem.... Façam-se à vida e procurem. Eu quero ir ao de novembro.
Vou voltar a escrever sobre isto. Isso é certo.